
Não romantize a Espiritualidade!
Não romantize a espiritualidade, seja qual for a forma que você a define.
Não nos tornamos melhores pela quantidade de imagens e adornos que se tem no altar. Muito menos pelos tantos amuletos que se carrega no pescoço.
Não é a quantidade de certificados, de viagens, de horas em orações que nos faz um ser especial.
Não adianta jejuar toda a semana, fazer propositos três vezes na semana, achando que sempre estará em conexão direta com o Pai. Não se trata só disso.
São nas ações do dia-a-dia que se vive a maturidade da espiritualidade. É na boa vontade em fazer o que PRECISA ser feito, seja nas relações, seja no trabalho, seja na organização da casa.
É no lixo que separa, nem que seja pra facilitar a vida do carroceiro que vai abrir os sacos para ver se encontra algo de valor pra ele.
É na comida que se prepara agradecendo pelo alimento, por mais simples que seja.
É na perseverança e disciplina em cumprir as coisas que se comprometeu.
É no bom dia que se dá ao atendente do mercado, na gentileza que se faz no trânsito, na forma como se trata as pessoas com quem convive.
Viver de verdade a espiritualidade dá trabalho e nem sempre é algo agradável e simples.
Mas é a prática do orar e vigiar (vigiar a si mesmo!) que tira os véus da ilusão e romantismo.
É a vida real, corriqueira e cotidiana que ensina a ser um ser transformado no corpo físico, mental, emocional e espiritual!
Então, sejamos mais verdadeiros com as situações que vivemos. Seja mais generoso e empático com as pessoas da casa. Cumpra o que se comprometeu. Seja responsável por seus atos.
Não fique propagando que tudo o que vida exige de esforço é armadilha do acaso ou do eterno.
Este é o mundo real e estamos aqui para viver esta experiência real. Então dê o seu melhor nesta vida.
Só assim, tudo o que buscamos nos nossos momentos espirituais fará sentido.
Só assim as forças da eternidade atuarão a nosso favor.
Pare de romantizar suas práticas e seu currículo espiritual. E se firme no velho conselho oriental: antes de meditar, lave a louça!
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Texto extraído- desconheço o (a) autor (a)
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Mas vale a pena refletir



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